quinta-feira

Chegaste e foi tal e qual como eu tinha imaginado.
Abracei-te como nunca na vida abracei alguém e, por momentos, quis que esse abraço se prolongasse pela eternidade. Largámo-nos e aí, depois de entender que as boas-vindas se tinham concretizado, engoli em seco e mentalizei-me, de uma vez por todas, que esse nosso abraço tinha marcado, oficialmente, o início da  guerra. É irónico, não é?
Hoje foste matar as saudades todas daqueles que, como eu (ou quase como eu), se desfizeram em pedaços quando partiste. Hoje chegarás tarde a casa, para celebrar os bons velhos tempos.
O que tu não sabes é que amanhã vais enfrentar os teus velhos monstros e, talvez, descobrir que afinal até sou uma mulher forte.
Eu sei que vais tremer de medo, mas não te preocupes, enquanto eu estiver neste mundo, mais ninguém voltará a pisar-te.
Entraremos por aquela porta, os dois, juntos e só vou largar a tua mão quando voltarmos a sair. Prometo-te.

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